Digitalização da Justiça deve ser concluída em novembro

Prazo vale para as unidades judiciárias da região de Presidente Prudente. Previsão é do presidente do TJ, desembargador José Renato Nalini.

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Digitalização da Justiça deve ser concluída em novembro

As unidades judiciárias do Estado de São Paulo devem estar prontas para receber o peticionamento eletrônico até o dia 23 de novembro deste ano. A informação é do presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, desembargador José Renato Nalini, que explicou que o Oeste Paulista está dentro da meta da digitalização de 100%. Ele recebeu o título de “Cidadão Prudentino”, na tarde desta terça-feira (27), em solenidade realizada na Câmara Municipal de Presidente Prudente.

Questionando sobre a situação do Fórum de Regente Feijó, que atualmente funciona em um galpão, Nalini afirmou que esta é uma situação “extremamente complexa”, mas que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou que o Poder Judiciário não construirá mais prédios em qualquer localidade.

“Foi uma decisão muito sábia. O Poder Judiciário é um poder que presta serviços e não pode se auto atribuir funções de outros poderes. O Legislativo deve legislar e o Judiciário julgar. Construção é do Poder Executivo. Então, o TJ-SP não pode construir e isso é muito bom porque nós tínhamos problemas com licitantes”, frisou.

Por isso, o presidente do TJ-SP enfatizou que cada comunidade precisa usar da força política e da influência regional para novas construções. O desembargador ainda reforçou que, com a informatização, não serão necessários “palácios ou construções suntuosas”. “Vamos precisar de dependências muito singelas, porque não vai mais haver papel. Acabou-se a era das grandes edificações, dos grandes fóruns. Isso foi de outra época”, reforçou.

O presidente do TJ-SP pontuou que a população precisa ter mais bom senso para resolver pequenos problemas. “São mais de 106 milhões de processos. Isso significa uma doença da sociedade que não está conseguindo resolver nem as questões menores, que não precisam de um equipamento complexo, sofisticado, dispendioso, por isso mesmo, lento, que é o Poder Judiciário. As pessoas precisam acordar e tentar resolver espontaneamente os pequenos problemas, deixar a Justiça para resolver as grandes questões, senão a conta vai ser impagável”, salientou.

Novo prudentino
“Eu tenho uma grande afeição por Presidente Prudente, já estive aqui inúmeras vezes até como juiz auxiliar da corregedoria, fazendo correição. Então, é com muita alegria que eu venho aqui para receber esta homenagem, não para o presidente do TJ em final de mandato, em final de carreira, mas é uma homenagem ao Tribunal de Justiça de São Paulo”, finalizou.